Eu cheguei à conclusão de que tudo pode acontecer.
Que as coisas nunca serão como você quer. Elas serão melhores do que você quer. Mesmo se tudo parecer errado. Entender, pra quê?
Tudo. Todo riso, toda gargalhada, toda lágrima [Crônicas, desabafos, artigos e besteirol]
sexta-feira, 13 de abril de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
[Da Casa das Crônicas] Minha mãe queimou a mão
Pois bem, como diz o título, minha mãe queimou a mão. Não ficou a salvo do ferro de passar roupas, e não foi por falta de aviso. Ontem eu cortei o dedo e foi pelo mesmo motivo. Não jogaram "macumba", - como dizem - nada disso. Foi falta de concentração e muita pressa.
Esses dias eu comentei com minha mãe sobre minha teoria a respeito do ditado "a pressa é inimiga da perfeição". Concordei, em parte, com o ditado, fazendo uma breve mudança. Como para mim, mesmo com calma, tudo tem a possibilidade de dar errado, acho mais cabível de que a pressa é inimiga da concentração. Afinal de contas, você pode trabalhar rápido e concentrado, o que não siginifica estar com pressa. E trabalhar com calma e sem concentração, o que não significa que vai dar certo. Pressa e rapidez são coisas diferentes. Rapidez é ritmo, pressa é confusão e medo.
Não dá pra se concentrar quando se tem pressa. A única coisa que se deseja é ter dez braços e conseguir fazer coisas com os pés e os cílios, se for possível, simultaneamente. E aí é que começa a loucura. Mamãe quando está com pressa fica nessa dos dez braços e sempre acontece o resultado dessa inimizade entre pressa e concentração. Disse a ela, que agindo com pressa, ela não pode se concentrar, acaba sempre acontecendo um bando de coisas inusitadas no caminho e ela terá de voltar para colocar tudo lugar. Leva mais tempo do que se tudo fosse feito com calma e concentração.
Esta manhã ela, com pressa, sentiu que uma camiseta não havia secado bem ao sol e resolveu passá-la com o ferro à MÃO. É... quem tem pressa tem dessas coisas. E no seu ato de irreverência, "chapou" a palma da mão no ferro. Estava pensando e falando de outras coisas, não estava concentrada, muito menos calma. Preocupada, corri para dar-lhe compressas de gelo, e ela, que queria sair em trinta minutos, saiu em uma hora, isso se eu estiver sendo muito bondosa.
Esta manhã ela, com pressa, sentiu que uma camiseta não havia secado bem ao sol e resolveu passá-la com o ferro à MÃO. É... quem tem pressa tem dessas coisas. E no seu ato de irreverência, "chapou" a palma da mão no ferro. Estava pensando e falando de outras coisas, não estava concentrada, muito menos calma. Preocupada, corri para dar-lhe compressas de gelo, e ela, que queria sair em trinta minutos, saiu em uma hora, isso se eu estiver sendo muito bondosa.
Com a compressa de gelo na mão, ela começou a rir e me chamou dizendo que eu havia falado com ela há poucos dias sobre meu desdobramento em torno do ditado. Ria e lamentava, ria e lamentava. Ria, lamentava, esbravejava. Prontamente mostrei-lhe o corte de meu dedo, que ocorreu ontem, quando eu estava com pressa para sair. Rimos juntas quando disse que meu discurso nunca poderia livrar-me do sistema. Estávamos juntas na dor e na pressa. Já combinamos que agora tentaremos um yoga, pilates, meditação. Quem sabe resolve... Só não podemos nos atrasar. Eita...
quinta-feira, 15 de março de 2012
Ganhei um livro
Primeira postagem de 2012 é pra dizer que...
...Ganhei um livro que, eu acho, deve ser um grande conhecido de vocês.
Quem perde seu tempo vindo aqui, sabe que isso é um bom motivo para eu escrever. Estou na ânsia de escrever. Adoro esse burburinho por dentro chamando: Escreve, Amanda, escreve..."
Bem, aguardem que, com certeza, dentro de um mês eu volto para falar dele pra vocês.
...Ganhei um livro que, eu acho, deve ser um grande conhecido de vocês.
Quem perde seu tempo vindo aqui, sabe que isso é um bom motivo para eu escrever. Estou na ânsia de escrever. Adoro esse burburinho por dentro chamando: Escreve, Amanda, escreve..."
Bem, aguardem que, com certeza, dentro de um mês eu volto para falar dele pra vocês.
sábado, 31 de dezembro de 2011
FELIZ 2012!!
Gente,
Tardou, mas estou aqui. Não poderia deixar de desejar um Feliz Ano Novo para todos os transeuntes do Vou Apertar. Não sou uma blogueira assídua, mas me esforçando pra ser, aliás, esse é uma das promessas da minha listinha de ano novo.
Todo ano é a mesma coisa e aqui não será diferente. Desejo um 2012 maravilhoso, cheio de felicidade, compreensão, compaixão, paciência, tolerância, realizações, amizades boas, bons amores e muita fé e saúde. Se joguem mais na vida, arrisquem nas paixões, sejam espontâneos, menos durões com a vida. E isso vale pra mim também!
Desejo que a arte evolua e saia dos trabalhos vazios e de exposições com gente fazendo carão. Que o teatro tenha mais apoio e mais público, que a música seja motivo de orgulho e espelhamento para os mais novos.
Que os negros tenham um 2012 com menos preconceito, que nós possamos entrar nas lojas sem sermos perseguidos, que os seguranças lembrem de que não existe um "tipo" de pessoa que possa causar "mal". Que na sua família, na sua empresa, na sua rua, seja empregado o conceito de que somos todos iguais.
Que a nação brasileira se una no carnaval, mas também nas manifestações em prol dos nossos direitos. Não tenha vergonha de ir à rua gritar o que é de direito seu. Que a Ficha Limpa dê certo! Que os corruptos sejam realmente investigados e punidos. Que o novo prefeito dessa cidade seja competente, que o metrô saia com preços justos.
Muita arte de verdade, muito amor, muita aventura, muita coisa boa, muita coragem, muito romance, muita justiça, enfim, 2012 supimpa pra todo mundo!
Aos meus amigos dos países árabes, aos meus amigos kabiles, aos meus amigos indianos, argentinos (sim, sim, sim, hehe), peruanos, turcos e ucranianos! =) Feliz 2012!
Não vai beber demais e depois passar mal, hein? Nem sair por aí matando os outros.
Beijo!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Presente... ¬¬
Esses dias eu ando meio filosófica ou meio "manual de auto-ajuda". Nunca li um livro de auto-ajuda e digo a todo mundo que não gosto. Agora fico pensando que devo ler para depois julgar. Quem souber um que tenha gostado, por favor, me avise, eu gostaria muito de experimentar, quem sabe eu gosto?
Mas eu estava filosofando sozinha sobre a vida. É... não sobre o início da vida, se viemos do macaco ou de Adão e Eva, se houve mesmo o fruto proibído, a serpente, a maçã...
Eu percebi que encaro a vida como um presente, ou melhor, como uma caixa e, dentro dela, vários presentinhos. Esses presentes, para quem acredita em destino, já estão lá na caixa te esperando. Para os que não acreditam em destino, eles são adicionados dentro da caixa pela própria vida ao longo da vida, como um papai-noel, a gente não vê mesmo.
Quando a gente ganha presentes, sobretudo quando são datas que tem como nós mesmos a personagem principal, recebemos todos, não recusamos e NÃO podemos escolher quais são os presentes. A vida é a mesma coisa. A vida é sua? Então, a caixa com os presentes também é sua, afinal de contas, você é o protagonista.
Nem todos os presentes nos agradam, tem aqueles que a gente adora e nunca joga fora, mesmo quando está velhinho, com algum defeito. Alguns são como carmas, eles não servem pra nada, mas a gente não sabe por quê acaba ficando com eles e um dia a gente resolve jogar fora, mas tem presentes na vida que a gente não gosta mesmo. Pra que diabos eu quero isso? Que falta de noção dessa vida... Mas são nossos e é falta de educação não agradecer.
E aí, viver a vida vai ser sempre isso: receber os presentes que ela nos dá, alguns serão legais, outros a gente vai ficar por ficar e outros a gente vai odiar. E cabe a nós ficar com eles ou jogar fora. A gente pode fazer o que quiser depois de ganhar, só não podemos mesmo escolher o que vamos ganhar de presente.
E aí, viver a vida vai ser sempre isso: receber os presentes que ela nos dá, alguns serão legais, outros a gente vai ficar por ficar e outros a gente vai odiar. E cabe a nós ficar com eles ou jogar fora. A gente pode fazer o que quiser depois de ganhar, só não podemos mesmo escolher o que vamos ganhar de presente.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
SOS Tecido Adiposo
Todos sentados em círculo:
- Olá, bom dia. Meu nome é Neusa
- (Todos em coro) Oi, Neusa
- (O mediador) Fale um pouco sobre você, o que você veio fazer aqui.
- Er..., assim... estou no meu segundo dia de dieta. Eu achei que ia ser fácil como da última vez... Mas é São João, e é muito doloroso ver todo mundo comendo bolo de milho, amendoim, canjica. Eu fico com vontade de sair comendo tudo. Aquela paçoca mesmo, meu Deus... É tudo, né gente? Aliás, essa combinação de amendoim com açúcar é tudo de bom, chega a me dar agua na boca, hehe... Er... eu, eu, mas er... eu, mas estou sendo forte, mesmo quando passa aquele churrasco e eu fico olhando que nem cachorro assistindo frango. Eu estou desesperada! Aquele molho madeira, aquele arroz, aquela farofa! Vocês entendem? É muito difícil...
- (O mediador) Neusa, vamos trabalhar essa sua relação com os alimentos?
- Não, a relação 'tá boa, 'tá tudo indo muito bem. Ontem eu me entendi com o bolo de milho e com o bolo pudim. Aliás, o bolo pudim estava sensacional!
- (O mediador) Bom, eu acho que primeiro você poderia conversar sobre essa sua relação com a Dra. Amélia, ela é psicóloga, inclusive está aqui, no momento.
- Vem cá, não dá p'ra Dra. Amélia mandar São João mudar de data, não? São João só não, 'né?
- (O mediador) Como assim?
- É porque São Pedro já 'tá aqui me enchendo saco...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Êta, São João bão, sô!
O tempo em Salvador está uma loucura, mas o sol está quase suportável, quase fritando. Gosto de inverno rigoroso, daqueles de bater os dentes e fazer chocolate quente no final da tarde!
Meu São João não poderia ser melhor... Em casa, sem festa, sem animação e muita comida! (Isto é uma ironia...) Quilos a mais, pança dizendo oi antes de você (uma atrevida!) e aquela vontade de estar num interiorzão bem típico, sem essas ondas de forró eletrônico que tiram todo o charme da festa mais família que eu conheço. Mas a coisa está tão braba que todas as cidades do interior tem algo do tipo "avião forrozeiro".
Meu São João não poderia ser melhor... Em casa, sem festa, sem animação e muita comida! (Isto é uma ironia...) Quilos a mais, pança dizendo oi antes de você (uma atrevida!) e aquela vontade de estar num interiorzão bem típico, sem essas ondas de forró eletrônico que tiram todo o charme da festa mais família que eu conheço. Mas a coisa está tão braba que todas as cidades do interior tem algo do tipo "avião forrozeiro".
São João é mais família que Natal, como dizem, o São João é o Natal do nordestino. É o tempo em que as pessoas viajam para ver suas famílias no interiore acabam levando amigos da capital junto. É tempo de sentar na porta de casa e ajudar a preparar os quitutes, "descapucar" o milho e fazer aquela canjica. Tempo em que todo mundo vira cantor de forró e contador de piada. E que todo mundo fica bêbado junto e vira criança de uma vez. Natal? Balela comercial...
Hoje eu estou aqui, animada, pois a tristeza, como eu disse ontem, não tem mais lugar por aqui. Vou colocar minha roupa junina e ir pro Pelô dançar um forró com meu irmão. Provavelmente, encontrar alguns conhecidos. Mas, antes disso, voltar a ser criança e usar uns fogos estocados do São João passado. Não há nada mais juvenil que escrever o nome com uma chuvinha, ou sair jogando track de massa no chão como se fosse a coisa mais legal que existe no mundo.
Hoje eu estou aqui, animada, pois a tristeza, como eu disse ontem, não tem mais lugar por aqui. Vou colocar minha roupa junina e ir pro Pelô dançar um forró com meu irmão. Provavelmente, encontrar alguns conhecidos. Mas, antes disso, voltar a ser criança e usar uns fogos estocados do São João passado. Não há nada mais juvenil que escrever o nome com uma chuvinha, ou sair jogando track de massa no chão como se fosse a coisa mais legal que existe no mundo.
P'ra esquentar o clima, nada melhor que Gonzagão, que mesmo morto, continua aquecendo as fogueiras dos nossos corações! Viva São João! Viva! Olha a chuva! É mentira! (Hoje é mentira mesmo, tá um sol de lascar).
Assinar:
Postagens (Atom)

